O Brasil participará, com mais nove países, do projeto Vida no Trânsito, da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) e da Bloomberg Philanthropies. O objetivo do projeto é desenvolver ações de prevenção de acidentes que têm como causa, principalmente, a ingestão de bebidas alcoólicas e o excesso de velocidade. Teresina (PI), Palmas (TO), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) foram escolhidas para participar do projeto.
De acordo com o Ministério da Saúde, as capitais foram selecionadas com base em fatores epidemiológicos, como a prevalência de lesões e mortes no trânsito, e de infraestrutura, como a ausência de faixas de pedestre. Nos próximos cinco anos, as cidades devem receber da Opas e da Bloomberg cerca de U$ 3 milhões, além de recursos do governo federal e das prefeituras.
O montante faz parte de um total de U$ 125 milhões, dinheiro que será dividido entre Rússia, Turquia, China, Egito, Índia, Camboja, Quênia, México e Vietnã, países que também foram escolhidos em função das altas taxas de mortalidade no trânsito.
O representante da Opas, Diego Victoria, disse esperar que as experiências do Brasil possam ser internacionalizadas. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, destacou que o programa do governo do Rio de Janeiro, que reduziu em 32% o número de mortes no trânsito entre 2008 e 2009, estimulando fiscalizações para reprimir a associação entre álcool e direção, já pode ser copiado.
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