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São Luís: Alunos de escola pública municipal estão sem aulas de ciência e português

 

Fonte: Nossa São Luís

 

Duas turmas do 6º ano do ensino fundamental da Unidade de Educação Básica Newton Neves, localizada na Vila Palmeira, estão sem aulas de português e ciências desde o início do ano letivo por falta de professores. Cerca de 80 alunos estão sendo prejudicados. A denúncia foi feita pela mãe de um aluno, que não se conformou com o grave prejuízo representado à vida estudantil de seu filho.

 


Faltando somente dois meses para o término do ano letivo, previsto para ser encerrado no fim de novembro, a mãe de um aluno do 6º ano, Marinalva Nascimento, afirma que o filho ainda não teve aulas de português e ciências. Para resolver o problema, ela já cobrou explicações à diretoria da escola e Secretaria Municipal de Educação (Semed) e fez diversas denúncias ao Ministério Público. Somente na Promotoria da Educação, ela preencheu quatro formulários com a descrição do fato.

 


Marinalva Nascimento contou que a explicação obtida da diretoria é de que falta gente para ensinar. "A diretoria já mandou ofício pedindo professor, mas as respostas foram negativas. Dizem que não há sequer professores temporários", disse.

 


Desde fevereiro, às segundas, terças, quintas e sextas-feiras, o filho de Marinalva Nascimento fica sem ter aula em alguns horários. A situação compromete o cumprimento da grade curricular dos alunos. A ociosidade dificulta o trabalho dos poucos professores que estão atuando. Como desde fevereiro eles não tiveram nenhuma aula da matéria, a mãe disse que não vê como será aplicada uma solução. "O que não quero é que meu filho passe de ano sem ter visto português e ciências. Português é essencial para que ele possa aprender as outras disciplinas. Se não melhorar o aprendizado da língua, não poderá ter uma boa educação", disse, inconformada.

 


Sem aula - De acordo com Marinalva Nascimento, uma turma do 4º ano do ensino fundamental da mesma escola está sem aula há duas semanas. São cerca de 40 crianças. "Uma professora tirou licença e não a substituíram", contou.

 

O promotor de Justiça Fernando Barreto, que responde atualmente pela Promotoria titular da 13ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa da Educação, afirmou que, sem uma medida da administração municipal, não haverá esforço capaz de suprir a carência de professores nas escolas. Ele contou que, quase diariamente, chegam denúncias de casos semelhantes ao ocorrido na Unidade de Educação Básica Newton Neves.

 

"Na Promotoria há uma equipe de assistentes sociais para receber as reclamações. Os diretores da escola são chamados para dar explicações. O problema é generalizado. Não há como mover processos contra todos. Quando cabe ação penal, ela é movida", explicou.

 

Em nota, a Secretaria de Comunicação da Prefeitura admitiu o problema e informou que está tomando as providências necessárias para solucionar as questões de falta de professores na Unidade de Educação Básica Newton Neves.

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Tags: cidadesustentaveis, ensinopublico, rededecidades, saoluis, sustentabilidade

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